seg. dez 9th, 2019

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Lista: Todas as temporadas de American Horror Story da pior até a melhor

American Horror Story ranking

Sucesso do canal FX completou nove anos no ar. (Imagem: Divulgação)

Já se passaram duas semanas desde que encerrou-se a nona temporada da série antológica American Horror Story, sucesso de Ryan Murphy para o canal FX. A série, que rapidamente se tornou um produto ímpar da cultura pop, continua a nos brindar com conteúdo ágil, histórias surpreendentes e reviravoltas que não se vê em nenhuma outra série do gênero.

Com a temporada AHS: 1984 chegando ao fim, preparamos uma lista com os motivos que nos levaram a ranqueá-las da pior até a melhor. Confira abaixo o nosso índice:

9º lugar: Coven (2013)

Sim, isso mesmo. Vamos começar colocando alguns pingos nos is a respeito de uma das temporadas que é das mais queridas pelos fãs, mas que apresenta inúmeros problemas do ponto de vista narrativo.

Tramas paralelas que são abertas e imediatamente deixadas de lado, soluções fáceis e óbvias para os conflitos entre os interesses das personagens, e principalmente, uma reviravolta pouco criativa com o poder de ressuscitação que faz todo o restante da história parecer um grande e indesejado furo de roteiro.

O próprio plot principal da temporada, a extinção das bruxas e os testes para o reconhecimento da nova Suprema, não parecem fazer sentindo quando ligamos aqui e ali todas as informações que nos foram apresentadas. Ao final, a competição pelo posto superior parece uma versão barata de algum reality show.

É claro que nós continuamos a gostar de Madison Montgomery, Misty Day e Myrtle Snow, mas preferimos guardar a aclamação para elas quando retornaram na temporada Apocalypse, mais adiante na lista.

Terceira temporada, exibida em 2013.

8º lugar: Freak Show (2014)

Já o nosso próximo item da lista não é uma surpresa. Freak Show é lembrada com rancor pelos fãs, por ter criado muita expectativa para pouca entrega numa das temáticas que possuía mais terreno para a abordagem criativa.

Com uma trama principal lenta, a quarta temporada foi responsável por entediar o público e por decepcionar os maiores números de audiência que a série já conseguiu. O protagonismo desnecessário da personagem Elsa Mars, a menos carismática dentro desta safra, ofuscou as outras personalidades que o público realmente estava interessado, como a pequena Ma Petite, que foi desnecessariamente morta ao longo da temporada.

É curioso, no entanto, que o melhor episódio de toda a história de American Horror Story esteja perdido no meio de uma das piores temporadas. Estamos falando do décimo episódio, batizado de Orphans, que é lembrado pela delicadeza da jornada da personagem Pepper e pelo delírio dos fãs que pela primeira vez conseguiram conectar duas temporadas na série antológica.

Quarta temporada, exibida em 2014.

7º lugar: Hotel (2015)

A última na sequência de três temporadas ruins foi o hotel dos vampiros. Esta foi a primeira temporada com a ausência de Jessica Lange, fator que se tornaria regra para o restante da série. Por mais que Lady Gaga tenha se destacado especialmente no episódio focado na Condessa (o sétimo, chamado de Flicker), as comparações com Lange foram inevitáveis. Tal como o gosto na boca dos fãs de que American Horror Story estava entrando em decadência.

Com uma trama claustrofóbica e geograficamente delimitada, Hotel traz como atrativo para a televisão o terror com a figura da criança, tão explorado antes pelo cinema. Além de marcar o retorno do núcleo familiar à história, que não era visto desde a primeira temporada Murder House.

Como uma última constatação positiva, por mais que Hotel sofra com episódios entediantes e personagens que não conseguiram cativar o público, esta é a temporada que tem o melhor clímax com larga vantagem. O final do décimo episódio sempre será lembrado pelo seu êxtase épico e sua adrenalina subsequente no episódio seguinte.

Quinta temporada, exibida em 2015.

6º lugar: Cult (2017)

A temporada Cult, que surgiu logo após a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, prometia uma trama psicológica a respeito de tripofobia (repulsa a orifícios irregulares), hemofobia (repulsa a sangue) e coulrofobia (medo de palhaços), mas conseguiu entregar uma trama muito mais astuta a respeito da manipulação de massas e da superação como forma de crescimento pessoal.

A posição triste no nosso ranking, no entanto, se deve ao fato desta temporada sofrer do efeito oposto ao de Coven: Aqui, por mais que o roteiro e as narrativas tenham sido bem trabalhadas, a temporada sofre com a falta de carisma dos personagens e de uma conexão nem tão bem encaixada entre os episódios.

Sétima temporada, exibida em 2017.

5º lugar: Apocalypse (2018)

As bruxinhas de Nova Orleans tiverem a sua redenção no ano passado, quando Ryan Murphy decidiu criar uma temporada crossover entre Murder House e Coven para resolver os incômodos furos de roteiro que manchavam o legado da série, além de trazer de volta personagens queridas e enfim continuar um arco aberto ainda na primeira temporada.

Aos mesmos moldes de Roanoke (temporada que falaremos mais a diante), Apocalypse é dividida ente duas etapas com um grande plot twist entre elas. A temporada que parecia ser sobre radioatividade e sobre o fim do mundo, recebeu uma reviravolta com o retorno das bruxas e da sua disputa contra os warlocks, com direito a ótimas piadas de sexismo reverso.

Diferente de Coven, os interesses dos personagens, as soluções para os conflitos e o fechamentos dos arcos foram muito bem articulados, sendo esta temporada uma verdadeira aula de roteiro. Com destaque para pistas falsas intencionalmente plantadas aqui e ali, além de resoluções realmente críveis e criativas para o universo plausível que nos foi apresentado.

Oitava temporada, exibida em 2018.

4º lugar: 1984 (2019)

Começamos o nosso top 4 com a temporada recém exibida, cujo desfecho já comentamos neste outro texto. Novamente, ressaltamos que esta foi a temporada que conseguiu amarrar melhor as características que sempre foram propostas pela própria série: a agilidade entre os arcos e a sua divisão entre as sequências e blocos dos episódios.

A temática dos problemas da sociedade americana a partir da revolução sexual e com o ápice na década de 80 cai como uma luva no momento que estamos vivendo agora: Todos os meios de comunicação e de marketing perceberam que a nostalgia é o produto que mais vende no mercado. E que as crianças da década de 80 enfim possuem poder aquisitivo para gastar todo o seu dinheiro na busca pela saudade de um tempo que já passou.

A genialidade do acampamento Redwood, no entanto, vai muito além da homenagem aos filmes de terror do subgênero thriller e dos seus clichês de serial killers. Esta temporada foi propositalmente planejada para que o público conseguisse refletir a respeito da virada de década e do que deixamos para trás. Momento que também estamos vivendo agora com o fim dos anos 2010.

Nona temporada, exibida em 2019.

3º lugar: Murder House (2011)

Quase uma década já se passou desde que começaram as produções de American Horror Story. A primeira temporada consegue, até hoje, se manter como um dos melhores produtos já apresentados pela série, mesmo com todo o desenvolvimento da estética narrativa e reinvenções que Ryan Murphy já nos brindou nas temporadas seguintes.

A história da família que se muda para uma casa mal assombrada onde dezenas de moradores antigos morreram dentro dela e continuam a vagar pelos corredores logo nos mostrou que esta não seria uma série de terror como as outras, e que estávamos diante de um marco na cultura pop.

É impressionante de digno de comentar que nenhuma outra temporada de AHS conseguiu, até hoje, reproduzir a sensação de agonia que sentimos nas cenas onde a grávida Vivien se envolve em situações de perigo.

Outro ponto interessante é a discussão entre os próprios fãs da série que a temporada conseguiu dividir, com os shippers de Violet e Tate sendo contrariados por quem conseguia perceber que aquele relacionamento adolescente era abusivo (e note que estas questões não eram tão amplamente abordadas em 2011 quanto são hoje).

Primeira temporada, exibida em 2011.

2º lugar: Roanoke (2016)

O nossos merecidíssimo segundo lugar será entregue para Roanoke, uma das temporadas menos assistidas, após o êxodo do público resultante das três temporadas ruins que abriram a lista. Se você ainda não assistiu Roanoke, você não sabe o que está perdendo. Maaaaaaaaaaaath!, como diria Sarah Paulson.

Numa das maiores e mais impressionantes jogadas que se tem notícia na televisão, Ryan Murphy fez questão de esconder a todo custo qual seria o tema desta temporada. Quando ela estreou, estávamos diante de um produto completamente diferente do que vinha antes nas temporadas anteriores. Era um falso documentário (subgênero que você talvez conheça com os alienígenas do History Channel), e não uma narrativa ficcional comum como as outras (ou tão pouco comum quanto AHS consegue ser).

Atenção aos spoilers: A genialidade só apareceria mesmo no sexto episódio, quando toda a estrutura que demoramos a nos acostumar foi jogada por água abaixo, e o falso documentário se tornou um reality show de sucesso na TV americana, onde os personagens “reais” conviveriam com os atores que os interpretaram. Seguidos por uma série de episódios que trabalharam com brilhantismo a metalinguagem da TV falando sobre ela mesma.

Tudo isso muito bem disfarçado pela história real de uma colônia inglesa perdida nos Estados Unidos, que no final das contas não possui importância alguma para a história.

Sexta temporada, exibida em 2016.

1º lugar: Asylum (2012)

Após nove anos no ar e muitas discussões a respeito da série, nunca conhecemos um fã que não concordasse com a afirmativa de que Asylum é disparadamente a melhor temporada de American Horror Story. A preferência do público é simplesmente unânime neste ponto.

O trio de grandes personagens femininas está lá. Com grandes interpretações de Jessie Lange como a megera Irmã Jude, Lily Rabe como a surpreendente e crescente Irmã Mary Eunice e Sarah Paulson como a inesquecível repórter Lana Winters.

A temporada é eternizada pela sua trilha sonora, que inclui a versão francesa de Dominique e a memorável canção The Name Game, mais conhecida como Lana Banana.

Asylum possui também a motivação de uma protagonista mais válida que se tem notícia em AHS. Lana Winters queria a libertação dos pacientes do manicômio por meio da exposição e do impacto moral na sociedade que o jornalismo é capaz de proporcionar. Ela acaba sendo injustiçada e medicada, numa jornada onde é impossível não torcer por ela, mesmo contra vilãs tão icônicas e sarcasticamente carismáticas como a Irmã Mary Eunice.

Asylum também foi responsável por nos jogar num furacão de elipses e linhas temporais complicadas que ainda não estávamos completamente acostumados, especialmente no último episódio onde o frenesi de arcos se fechando se torna até mesmo prazeroso.

Segunda temporada, exibida em 2012.

E você, como ficaria o seu rank de temporadas?

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