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Marina Silva janta ex-BBB Adrilles em entrevista e dá aula sobre genocídio negro

Marina Silva

Marina Silva (Reprodução)

Nesta quarta-feira (28), a ex-candidata à presidência da república Marina Silva participou do programa Morning Show, da Rádio Jovem Pan, e falou sobre seu 1% de votos na última eleição presidencial e confrontou o ex-BBB Adrilles Jorge sobre o genocídio negro.

“Eu tenho muita gratidão nesse 1%. Tem muitas mulheres nele. Eu senti uma solidariedade muito grande das mulheres. E mesmo as que não votaram, tem uma atitude de respeito comigo. E na democracia as pessoas tem o direito de votar em que elas acreditam e depois elas tem que recolher o seu voto. É claro que, ter uma mulher concorrendo à presidência da república, em um universo em que tínhamos várias candidaturas masculinas, seria uma alternativa para um país que tem mais da sua metade da população de mulheres. Mas é uma escolha democrática que deve ser respeitada”, explicou Marina sobre seu motante de votos na última eleição.

Já ao ser questionada pelo ex-BBB Adrilles sobre o genocídio negro, já que Marina é uma mulher negra, a política rebateu o posicionamento do poeta ao afirmar que seria leviano ela dizer que os negros mortos pelos policiais fazem parte da teoria de extermínio, já que a maior parte dos policiais brasileiros também é de origem pobre, negra, parda e mestiça. “Todos os números mostram que a população negra é a que sofre mais a força da violência, seja violência do estado – da força policial, ou seja das consequências da sua própria condição nas comunidades pobres. O fato de você ter policiais negros, dentro de uma instituição, que são treinados, orientados, e que servem à uma hierarquia, isso não significa que eles estejam fazendo isso como indivíduo, estão fazendo como uma política equivocada do estado. Que nunca trabalhou a questão do preconceito de forma estruturada, o conceito de preconceito que existe dentro do estado. Por esse seu raciocínio, nos chegaríamos a conclusão que não existe machismo. E muita gente diz isso. Se mais de 60% das pessoas são mulheres e educam seus filhos e mais de 70% dos professores são mulheres e educam seus alunos, é leviano dizer que não existe machismo? Porque quem educa são as mulheres. É o mesmo caso. O fato de você ter policiais negros, não significam que eles tem uma orientação, uma educação, uma formação, que inclusive, enxergue-se na pessoa que naquele momento ele está abordando. Não podemos eliminar isso em função da cor”, refletiu Marina durante sobre sua explicação sobre genocídio negro.

Confira a entrevista:

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