seg. dez 9th, 2019

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Titãs — 2ª Temporada (Crítica)

Titans

(Contém spoilers)

Após uma temporada inicial irregular, Titãs volta mais polida tecnicamente mas não isenta de erros. Produção de maior sucesso da plataforma DC Universe, a série é bastante diferente das suas contrapartes no Arrowverse, que puxam para um lado mais campy ou até de sua série irmã Patrulha do Destino. A série segue uma proposta mais realista e dark, onde na primeira temporada chega a ser caricato o uso de filtros escuros para forçar este tom.

Com a polêmica decisão dos roteiristas de cortar a season finale passada e transformar no episódio de estreia, nós continuávamos a assistir a primeira temporada com o 2×01. Era o momento da resolução da trama da Rachel e Trigon, este que não se mostrou uma ameaça como estava sendo construído, e foi facilmente derrotado talvez pelas amarras de orçamento onde a série não pôde traduzir em live-action a grande escala que um vilão desses precisaria.

Neste mesmo episódio nós podemos ver como seria polida a segunda temporada de Titãs, após derrotar seu pai Rachel emerge da fumaça com uma peruca mais sofisticada do que a acompanhou pela primeira temporada. A fotografia já não apostava em tons azulados escuros para passar uma seriedade, mas agora tons amarelos e claros percorriam pelo frame.

O segundo episódio foi a estreia da nova temporada

Foi introduzido aquele que seria o vilão da temporada, o Exterminador e como soubemos, ele já tinha um passado com a primeira formação dos Titãs. Surpreendentemente, a primeira formação teve um grande tempo de tela nessa segunda temporada, era esperado que a série fosse desenvolver os Titãs “novatos” para os tornar heróis realizados, mas eles foram para o banco de trás e os roteiristas escolheram lidar com drama dos Titãs originais.

Drama este que veio na forma do Luto, algo recorrente nesta segunda temporada. As perdas foram a motivação de várias coisas que aconteceram, assim como é na vida. Aqualad foi dano colateral de uma das missões do Exterminador como Assassino de Aluguel que tinha como alvo uma das Amazonas. Isso foi motivador do plano de vingança dos Titãs originais, usando Jericho, um dos filhos do Exterminador para chegar até ele.

Assim como Aqualad, Jericho vira dano colateral e acaba morrendo pelas mãos do próprio pai. Este fato vai consumir o Dick Grayson de culpa e a ferida continuou aberta por todo este tempo. A volta do Exterminador e a aparição de Rose, vai mobilizar novamente os Titãs pela caçada de seu inimigo de longa data. A temporada vai seguir nessa dinâmica de episódios na atualidade e flashbacks, e se você esperava o desenvolvimento da Raven, Gar ou Starfire vai achar que a temporada não andou para lugar algum.

A série brilha quando todos os seus personagens estão juntos, ela poderia ter trabalhado os fantasmas que assombravam os Titãs sem os episódios flashback. Ter situado a temporada toda no presente seria benéfico para o desenvolvimento da Starfire, Raven e principalmente do Gar que foram totalmente colocados de lado. A ânsia dos roteiristas em adicionarem novos personagens, embora todos carismáticos como o Superboy, apaga todo o potencial que poderia ser trabalhado com os antigos.

Elenco da série é a sua maior arma!

Um dos grandes pontos positivos de Titans é seu elenco, com destaque para Anna Diop que é a definição de presença de tela e star-quality. A série conseguiu voltar melhor em aspectos de maquiagem, figurino, fotografia e efeitos e merece ser reconhecida nesses aspectos. O ritmo de Titãs continua lento, o que é adequado com os temas que estava lidando nessa segunda temporada.

A jornada de flashbacks então revelou o twist de que Jericho não estava morto, mas sim habitando dentro de seu pai. A revelação foi algo decisivo para tirar o Dick de sua guilty trip na Prisão e tomar o manto de Asa Noturna. As mulheres da Torre Titã estavam traçando um plano para salvar o Superboy e Gar das garras e controle mental da CADMUS. Então Titãs faz sua própria versão do terceiro ato de Shazam! no parque de diversões e traz as melhores cenas de luta da temporada.

Como tudo não é flores, isso é seguido pelo momento mais estapafúrdio e sem nexo da série… a morte de Donna Troy. Esse evento, diferente da morte do Aqualad e Jericho que separou os Titãs, serviu para galvanizar a equipe. Como vimos, provavelmente Donna não deve permanecer morta, mas existem melhores formas da série trazer Themyscira (e talvez a Mulher-Maravilha) sem precisar matá-la.

A série termina de modo promissor e olhamos positivamente para seu futuro. Ficamos então apreensivos que os roteiristas consigam corrigir os erros sem cair em outras armadilhas. Presume-se um maior destaque para a Starfire (o que é sempre algo positivo) com a chegada de sua irmã Blackfire na Terra, esta que será antagonista da terceira temporada.

Titãs finaliza seu segundo ano como uma grande melhora em comparação à primeira temporada, mas ainda tem um grande caminho a percorrer.

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